1.17.2012

Ódio, em sua forma pura e decantada mil vezes



Escrito de uma alma amargurada, aproximadamente às 13 horas do dia de hoje, enquanto folheava sua vida abaixo de uma árvore que desconhece o nome:



Chega.

Não adianta me submeter à humanidade em meus caprichos, agora estão querendo me subjugar. É o maior extremo do impossível que posso aceitar. É infundado, desconexo, surreal e absolutamente improvável.

Minha cabeça estará sangrenta e estará erguida. Não há volta provável ou algo que ma faça pecar mais contra mim mesmo.

O ódio transborda pelos meus poros, antes angélico agora iconoclastas. Minha língua enrola na boca e desenrola maldições imperdoáveis em idiomas antigos, contra aqueles que pensam poder me dominar.

Estes vis abutres humanos, imprestáveis, fracos, levianos, libertinos e limitados. Não conhecem do seu próprio mundo um décimo e se julgam donos. Débeis que são consideram-se a melhor raça porque um deus obsoleto os disse isso.

Mil trovões rasguem o céu agora e despejem minha cólera, para que este mundo continue intacto. Ou com uma palavra Emet eu o deixarei maculado.

Há um inferno em mim agora, corroendo minha mente e minhas palavras. Sinto-me dominado por algo que conheço e que sempre quis evitar. Meu coração agora morto, palpita enquanto meus olhos tremem de fúria simples e generalizada contra nove décimos da humanidade. Minha boca quer sangue mas se contentará com o meu próprio, já tendo devorado metade de minha própria língua. Não há retorno. Não há sanidade neste mundo que cure que quer que seja.

Foco-me no mundo abstrato desconhecido de minha alma impermeável. Meu cálice reverbera anunciando a missão derradeira. O cosmos acabara e eu nunca descobrirei o desejo.

Odeio simples e unicamente esta mediocridade humana que me força agora a cuspir veneno e viver como um errante sem dono. Meu amor me deixa. A vida nem deixa e somente assim me livrarei deste ódio que me dilacera por não poder destilar apenas em amargura.

Não há uma visão turva quando se odeia, há apenas a vermelhidão. Sempre fui acostumando à ela.

Feito.

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