5.05.2012

Différence entre les démons et les anges


"L'amitié est une âme en deux corps." Aristoteles


O demonio veio a mim novamente, em forma de carinho e incompreensão. Tentou-me com sua elegancia e mostrou-me o quão bom pode ser uma nova vida. Deu-me paz e deu-me quietude, porém, deixou-me apoiado por sobre uma espada de gelo submarino.

Colocou-se invertido, como Odin o fizera, sem me dar escolha. Fez-me refém e eu, um pobre bebê, sem subterfúgios. Manteve minhas presas inocentes, até agora. Cantou-me, cheirou-me, fez-me, beijou-me, lambeu-me, excitou-me, tocou-me mas não bebeu de mim. Lux aeternan domine eis, et lux luceandis paerfatum factum absortis nuovo momentum improbis avaliaris rege fuco lirico amaterando amorem ipsi quotis.



Falar em línguas mortas me torna, tornava, especial. Nenhuma língua o afastou de mim. Nenhuma língua o trouxe a mim. Ele talvez seja ainda mais vento do que eu, que sou. O demonio o trouxera a mim mas não me tirara dele. Porque sou tão parecido com os anjos da morte, é o que me pergunto. Há algo no olhar, na minha criação, na minha ingenuidade ?
Neste momento o demonio está assentado em meu ombro destro, cochichando injúrias. O mesmo demonio que crescera comigo e que aprendera a vivenciar minhas próprias experiências. Porque os anjos não são mais como eram antes, quando eu os devorava ? Porque se tornaram fracos e depreciativos, enquanto evoluimos ? Porque eles não o tiram de mim ? Deixam-me como uma doença, um estigma, fazendo jus às palavras do santo "quanto mais próximo dos deuses estamos, mais tentados aos demonios ficamos". Fazendo jus às minhas próprias palavras irracionais.

Choro por tê-lo e choraria. Choro por que uma mulher pode amar a dois homens mas um homem nunca poderá amar a duas mulheres. Um demonio não ama, ele devora. Um anjo não ama, ele serve. O que houve naquele exato momento em que o vi ? Coloquei apenas um olho sobre a maciez da sua intenção ? Expus-me a outros anjos sem que nunca soubessem.

No mundo que criaram hoje não existem mais distinções, raças, castas, oásis. Talvez eu nem seja o que penso ser. Pode ser que agora, uma das minhas personalidades já nem mais exista. Eram Oito, a última descoberta recentemente mesmo que sempre andara latente, não havia nome para ela. Precisei perder uma para ganhar outra ?

Porque quando ando, ouço o Angelus ?

Porque simplesmente fechar os olhos é tão dificil ?

"A sombra da bondade esconde a lágrima,
dá um passo em direção ao encontrado.
Que a paz esteja repousando no berço de ninar.
A esperança se mantém, o caminho para o amor,
o caminho para a profunda liberdade."

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