10.24.2012
Alfabeto Simpático - um pouco de Magia Oriental básica
Bom, mesmo sendo um Trimegisto falarei um pouco sobre algo de Magia Natural, básica, cultivada pelos celtas - incluindo este ritual. Pouco significativo, eu acho, mas eficiente. Afinal, nos tempos atuais quem se importa com o que o outro pensa ou sente ou vê, mesmo o chamando de 'amor'?
O Alfabeto simpático foi criado em meados de 4000 a.c. por um egípcio que havia conhecido a Alta Magia diretamente com os deuses e, como sabemos, a escrita era algo novo e com muito poder para este povo primordial. Este sacerdote, descobrindo o poder que a escrita e a palavra continham, desenvolveu o ritual. Falando praticamente, trata-se de escrever o nome de outrem com uma agulha virgem, banhada em sangue de um pombo imaculadamente branco, em alguma parte do corpo. Rasgar mesmo, não só forçar com a ponta, quase como uma tatuagem macabra com a diferença de que no Alfabeto, o que se escreve não permanece visível. A partir do momento em que se escreve o nome do amante (ou do inimigo, já vi isso acontecer para que, numa batalha, um dos adversários tenha vantagem por sobre o outro conhecendo suas táticas) vocês passam a ser um só, lógico, o feiticeiro que escreveu em vantagem pois pode sentir o que o outro sente sem ser recíproco. É uma técnica que pode ser empregada inconscientemente, mas para que seja efetiva, precisa ser seguida à risca. Pode-se ter mais de um nome escrito no corpo mas não aconselho, afinal, a exacerbação de emoções pode ser letal.
Este é o meio de se fazer. O único meio de desfazer o ritual é com a morte de um dos lados - óbvio, geralmente do escrito. Um feiticeiro capaz de usar o Alfabeto também poderá superar a morte. E mesmo com a morte, pode ser que o Alfabeto continue intacto em poder se for 'amor verdadeiro' e o que pode se tornar perigoso.
Como Trimegisto confesso que já gravei nomes em meu corpo. Confesso ainda que, pela minha indiferença, pude ter mais de um nome gravado - e ainda os tenho. Mais, usando da Alquimia, evolui o Alfabeto e o tornei sanguíneo. Algo que só eu terei, para sempre. Algo que aflora de tempos em tempos. Algo que, ao longo destes quase seis mil anos, me deixaram insano e ausente. Por que para todos e todas que amei, algo de mim partiu com eles e principalmente algo de cada um deles, ainda está comigo.
Não recomendo este ritual. Falei dele pois precisava falar sobre como se perder em meio ao caos que existe hoje em dia de amores corrompidos e dessabores. Principalmente não aconselho a pobre humanos que não conhecem a Magia como deveriam.
"A Magia é para todos mas nem todos são para a Magia." - sinto falta do meu amigo Abdul Alhazred.
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