"Havia um tempo em que eu vivia um sentimento quase infantil."
E não foi há tanto tempo assim, na verdade, ainda estou neste tempo. Como pude imaginar que acabaria assim? Depois de todos os incentivos, desejos, repreensões, olhares, conversa, mensagens. Pude acreditar que haveria alguma espécie de sentimento, mesmo que ainda florescendo, e que pudesse ser despertado e que tudo ficaria acertado. Engano.
Ele não está pronto, não é seu momento.
Me enganei ao pensar que humanos se atém à coisas maiores, que estão dispostos a enfrentarem a si mesmos se necessário e que poderiam viver uma vida mesmo após tudo o que passaram. Ou talvez tudo isso seja uma prova de que meu tempo ainda não findou. Esperar? Esperá-lo? Esperar-me? Por quê eu sempre preciso estar disponível enquanto os outros se valem do direito ímpar de, por serem criados à Sua Imagem, optar ou não?
Como Gabriel e Azrael eu os invejo, de tempos em tempos. Pela escolha.

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