6.11.2013

Fortunas que percorrem o espaço


Eu respiro afortunadamente.

Eu via o Céu estrelado,
Via a noite, os pássaros noturnos,
Via até a grande minguante Lua estirada entre as nuvens.
Eu podia ver muitas nebulosas, planetas,
Dimensões.
Podia ver o que eu queria e
Eventualmente,
Eles podiam me ver.
Talvez o que mais me impressionava era justamente a ausência de
Tristeza enquanto eu observava os corpos celestes que,
Com sua presença magistral,
Tornavam meu mundo um pouco mais habitado.

Calei-me quando um risco varou o espaço de ponta a ponta.
Algo que se desmembrava do cosmos,
E, até então,
Eu não entendia o porquê.

Quando aquela luz veio em minha direção,
E me aqueceu por cerca de meio segundo,
Eu entendi o que não havia descoberto!

Havia um mundo dentro do mundo,
Coberto de paz e tranquilidade e
Aquele ser,
Havia cruzado o universo para me mostrar isso.




Não existia apenas o amor então.



Nenhum comentário: