11.02.2013

Dia Um - Sonhos



Era um momento especial. Havia ele, havia eu, havia uma câmera de fotografias, havia uma intenção além do que o romantismo seria capaz de conceber. O romantismo deste insignificante ser, conscientemente falando, afinal quem troca o próprio coração por um pedaço de pão velho e meio copo de vodca não estaria habilitado a compreender. Bem, psicanálise e terapia de autoconhecimento a parte, era um belíssimo sonho. Durou pouco, o bastante para ouvir (e sentir):

- Cola aqui.

E nos aproximamos, eu sobressaltado pela ideia, ele a par do que pretendia. Neste momento, ele me beijou e havia sorrisos entre os lábios colados.

Com a voz entrecortada:

- O que você está fazendo?

Sons de cliques da câmera sendo disparada.

- Tirando fotos, registrando o momento. Tirarei quarenta fotos e postarei todas, em todas as redes sociais. Assim, as pessoas verão o quanto eu amo você, não pela quantidade de fotos, mas pelo ato simbólico.

Tiramos as quarenta fotos nos beijando. Eu acordei. 


 


Éramos em quatro: ele, eu, um rapaz mais novo e uma menina. Conversando e decidindo como chegaríamos (não sei onde) e definimos que iríamos a menina e eu, em uma moto, ele e o rapaz, em outra. Provavelmente apenas nós dois sabíamos pilotar. Em um átimo de segundo, por estarmos em um campo aberto, uma abelha ferroou o rapaz mais novo. Ele ignorou até então, montamos às motos e partimos. A viagem durou cerca de vinte ou trinta minutos, durante o caminho, o ferrão da abelha preso ao corpo gerou uma reação anafilática no jovem que não poderíamos prever. Uma intensa reação, ele chocou, eu não teria como saber ou ajudar, não pude observar o prurido do ferrão e estávamos em motos diferentes.

No dia seguinte foi o velório dele, estávamos todos.

Acordei sobressaltado deste sonho.


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