2.05.2011
Hello Brother
Devaneios. Me perco em devaneios.
Pois já não sou o que era e não sei como recuperar. Perdi minha aliança e minha folha, meu corpo não mais se eleva e somente o tolo pode me ver. Não sou o que busquei ser e não posso mais voltar. Há muito deixei para trás o molde, meu molde, de como encarar uma monção.
Há uma Tempestade e não posso voar nela, não posso ver.
Posso sentir cada gota de chuva em minha áspera pele e manchadas penas, voo para tentar me completar, vejo no Céu um trovão rasgar. Meu coração arde pequeno em meu peito, minha voz sufoca e todo o calor se esvai de mim. No momento somos um, a Tempestade e eu, reinando na cinza etérea acima. Não há mais canto, não se ouve nada e nem o vento suspira baixinho. O único rouco amor que poderia exponenciar cada sensação, ainda está abafado. Delirante.
Cálidamente atravesso a monção e noto que muitas penas foram perdidas. Minh'alma é tomada por um acesso de choro e agora posso ouvir o mundo ao meu redor. E dentro de mim. Consigo ver minha alma gêmea sobrevoando o céu junto a mim, meu eidolum.
Do mais alto podemos ver o que está nos afligindo. Miséria, dor, sofreguidão e linguas lascivas são só o começo. Há Treva e há ódio, há desilusão e pesar, há fogo e sombra. Minha alma gêmea e eu perduramos no céu e acima de nós ainda há mais a alcançar. Com os olhos fechados sente-se, vibra-se, eleva-se...
Cada suave momento é compensado com a brisa Zéphyr, cada intenção aqui em cima não é subjugada e cada apelo ouvido. O silêncio se fora e meu coração delira, resfolegando, cansado, impassível. Meu irmão me acompanha sempre de perto, o mais perto que pode estar. Por um momento penso que não há outro ali, somente eu, e que minha alma gêmea não existe sendo apenas um fruto da instabilidade extrassensorial a que pertenço. Porém isso não me desvia o caminho, não. Tendo a noção de que não há quem me alcance, penso em subir o mais alto, mais alto, sempre mais alto, até a primeira estrela que eu conseguir tocar e ir além, ir até os deuses vestido com minha face de ave-de-rapina branca de olhos brancos e ser alimentado pelas almas eternas.
Esta é minha intenção e subo. Mais acima. Para o alto, impulsionado pela coragem e ganancia...
Em redor da ionosfera começo a perder a força, minhas asas não respondem, minha visão turva, meu coração congela e não sinto o ar. Me mantenho abraçado à vontade mas isso agora não me basta. Minha lancinante pressão incomoda e minha alma se desprende, no eflúvio dos deuses... Meu corpo retorna à Terra como uma estrela cadente, ardente numa aura protegida e em alguns segundos chega à superfície, de encontro ao meu ninho...
Não há mais nada agora, consegui empreender minha missão com sucesso. Minh'alma pertence novamente ao meu reino e meu corpo ao dele.
Este sou eu mas não sei ainda por quê estou aqui.
Pois já não sou o que era e não sei como recuperar. Perdi minha aliança e minha folha, meu corpo não mais se eleva e somente o tolo pode me ver. Não sou o que busquei ser e não posso mais voltar. Há muito deixei para trás o molde, meu molde, de como encarar uma monção.
Há uma Tempestade e não posso voar nela, não posso ver.
Posso sentir cada gota de chuva em minha áspera pele e manchadas penas, voo para tentar me completar, vejo no Céu um trovão rasgar. Meu coração arde pequeno em meu peito, minha voz sufoca e todo o calor se esvai de mim. No momento somos um, a Tempestade e eu, reinando na cinza etérea acima. Não há mais canto, não se ouve nada e nem o vento suspira baixinho. O único rouco amor que poderia exponenciar cada sensação, ainda está abafado. Delirante.
Cálidamente atravesso a monção e noto que muitas penas foram perdidas. Minh'alma é tomada por um acesso de choro e agora posso ouvir o mundo ao meu redor. E dentro de mim. Consigo ver minha alma gêmea sobrevoando o céu junto a mim, meu eidolum.
Do mais alto podemos ver o que está nos afligindo. Miséria, dor, sofreguidão e linguas lascivas são só o começo. Há Treva e há ódio, há desilusão e pesar, há fogo e sombra. Minha alma gêmea e eu perduramos no céu e acima de nós ainda há mais a alcançar. Com os olhos fechados sente-se, vibra-se, eleva-se...
Cada suave momento é compensado com a brisa Zéphyr, cada intenção aqui em cima não é subjugada e cada apelo ouvido. O silêncio se fora e meu coração delira, resfolegando, cansado, impassível. Meu irmão me acompanha sempre de perto, o mais perto que pode estar. Por um momento penso que não há outro ali, somente eu, e que minha alma gêmea não existe sendo apenas um fruto da instabilidade extrassensorial a que pertenço. Porém isso não me desvia o caminho, não. Tendo a noção de que não há quem me alcance, penso em subir o mais alto, mais alto, sempre mais alto, até a primeira estrela que eu conseguir tocar e ir além, ir até os deuses vestido com minha face de ave-de-rapina branca de olhos brancos e ser alimentado pelas almas eternas.
Esta é minha intenção e subo. Mais acima. Para o alto, impulsionado pela coragem e ganancia...
Em redor da ionosfera começo a perder a força, minhas asas não respondem, minha visão turva, meu coração congela e não sinto o ar. Me mantenho abraçado à vontade mas isso agora não me basta. Minha lancinante pressão incomoda e minha alma se desprende, no eflúvio dos deuses... Meu corpo retorna à Terra como uma estrela cadente, ardente numa aura protegida e em alguns segundos chega à superfície, de encontro ao meu ninho...
Não há mais nada agora, consegui empreender minha missão com sucesso. Minh'alma pertence novamente ao meu reino e meu corpo ao dele.
Este sou eu mas não sei ainda por quê estou aqui.
Control
Give my self control..
Depois de algumas tentativas infrutíferas de manter um nível de postagens condizente, venho através desta presente epístola reiterar meus votos de sinceras desculpas à humanidade.
2.02.2011
Changes
E mais as coisas mudam...
Não existe outra palavra que possa melhor representar este momento em particular do que "Fascinação".
Efxharistô, mon cher.
Não existe outra palavra que possa melhor representar este momento em particular do que "Fascinação".
Efxharistô, mon cher.
Assinar:
Postagens (Atom)