9.11.2011

Sometimes, i feel myself in a war.


É como se minh'alma estivesse de certa forma entrelaçada com algo que desconheço, a cada instante, num nó perpendicular à m'insanidade. É poder, sem querer e, quando percebo isso, estou afundando. Me sinto ora como meus pais ora como meu criador. Tomei das duas arbitrariedades minha inconstância.
E sendo ora besta ora homem, fora de hora sou algo que me reconheço apenas em mim.
Temo ser / Temo ter / Temo pensar.

Porquanto seja meu amor incompreendido em si, por ele e pelos outros que vêem abissalmente de fora, serei eu a despertar questões confusas e protuberâncias egoístas de solitude.

Não quero ser ausente e não quero parecer leviano. Um Farol é do que preciso para ter a segurança do lar, poder voltar. Não quero parecer incompreensível aqueles que amo. Não quero estar sempre sozinho quando não deveria estar, é algo meu e não é dependência. Como já dissera, eu deveria ter alguém mas não sei se tenho. Não sei se sou alguém para se ter e lamento tanto por isso. Me sinto difícil de ser amado e evidentemente estou certo no que penso. Lamento por isso também.

Como ele dissera antes '- sou meu pior inimigo, sempre.'.



9.03.2011

The Crown





Representação da Coroa de Cori.

"Odes Quebradas" - Coroas e achados


E então a coroa mágica de Cori ele usa.

Porém ela não o tornou especial, somente diferente. E isso faz tanto tempo quanto possível. Talvez lá pelo tempo em que ele havia sido banido do céu, pelas ordens-prior do seu Próprio Criador. Talves depois, quem sabe de verdade? Nem ele mesmo sabe.

O que ele sabe é do fardo que carrega, com esta coroa deposta. Ombros largos, opulência e uma questão incondicional do que ela o fez. A coroa o ensinou a orar, o fez mais forte, mais decidido, menos ilusório. Ele trocou, portanto, as asas pela coroa. Mas o que a coroa o deu?
Bom, a coroa o deu tudo o que ele quis. Estranhamente, deu-lhe novas asas dotadas de trinta e seis mil pares de olhos criados em cada centímetro.
Deu-lhe poder, razão, constância, amor. Deu-lhe uma vida nova. Trouxe de volta uma outra vida.

Hoje, eles não conhecem mais a Lenda da Coroa. Não sabem mais o que significa usá-la. Uma história, uma frase, nada mais. Hoje eles o vêem como louco.
Não sabem que ele pode ser anjo, um demônio, uma alma antiga, um feiticeiro, um padre, um homem, uma mulher, um animal, um índio Lakotan, um árabe... Pode ser tudo. Todos. A qualquer hora, pela Coroa. Ele inclusive pode ser nada e estar em qualquer lugar. Pode ser muitos em um. Pode conhecer tudo. Ele é um deus-menor que aceita seu posto, com potencial para ser uno, Trimegisto, mas que não quer mais pesares e perdas. Conquista-se um novo mundo, então, perde-se o antigo.

A Coroa é algo divino, feita de aura e gelo submarino, ornada com pedras desconhecidas na Terra, algo que a aproxima do diamante, só que negro. Todas as pedras incrustadas nela são foscas, e todas em cores leitosas, azuis, vermelhas e verdes. Não se pode olhar por muito tempo para ela e ainda assim ela passa imperceptível. Ele a usa sempre mas poucos a vêem, geralmente os mais extremos: os mais dimensionais ou os menos conectados. Ela pesa mais do que a Terra, ele a carrega sentindo-a leve. Ela o torna um nefelibata, mas ele aceita. Ela o tenta e então, ele quase nunca escapa.

" - Ela o torna mais fraco quando ele está mais forte."

A Coroa é algo que ele quer compartilhar.



Hawaii


Last night i dreamed with her. Again.

Minha mais perfeita mulher possível - exceptuando as maternidades. Tão doce e interativa como nunca fora. Confesso que ainda a desejo tão intensamente quanto desejo sangue e nesta mesma confissão eu me coloco a mercê do julgamento.

A perdi.

A perdi quando não pude ser o que ela precisava. Não pude notar sua fragilidade além da carapaça da mulher diva que ela fizera para si. Eu a tornei objeto do meu desejo e não da minha realidade e isso foi um grave erro. Ela apareceu para mim enquanto eu estava só e me completou de uma forma estranhamente familiar, mesmo com suas mentiras e devaneios constantes.
Com ela eu conversava sobre Kabbalah, alta magia, física quântica e de partículas, medicina, história, filosofia, surf, geografia, bebidas, noite, tatuagens, economia, desenho animado, telefones, atendentes de telemarketing, ex-amores e computadores. Ou seja, perfeita. Nunca outrora havia me apaixonado por uma mulher humana viva anteriormente. Tive muitos amores, sim, mas não tão especiais. Neste mesmo interesse eu a queria para mim, para a eternidade.
Pensei, pensei e pensei novamente. Nossos papos eram necessários e eu era dependente disso. Onde quer que eu estivesse eu esperava por ela, a qualquer hora. Passava os dias e noites a pensar, enquanto ela não vinha até mim - outro erro meu, ter esperado. Deveria ter ido atrás, atropelando almas e lugares, conquistando e reduzindo o que viesse pelo caminho.
Neste momento eu falhei. Com ela e comigo mesmo. Lamento tanto.
E então não posso mais nem sequer dar-lhe boas vindas à minha vida pois ela se foi. Habita apenas meus sonhos agora, como deve ser uma estrela.

E pensar que nos conhecemos de um modo tão peculiar.

Ela fingindo ser outro para me agradar, sem saber que eu sempre a conheci, do modo real que era. Não estou aqui subestimando sua interpretação ou inteligência, não, mas eu sou diferente. Eu conheço as pessoas por detrás às máscaras e não foi diferente desta vez. Mesmo ela posteriormente ter me culpado de ter me apaixonado por esta mesma máscara. Enfim.

E não podemos voltar ao início.

Tive e tenho ainda muitas amigas: as que me conhecem de verdade e as que me vêem como eu quero ser visto. Com esta foi diferente, nunca pude me conter, não podia controlá-la, nada e talvez isso tenha me estimulado. Mas eu a perdi, como amiga, como amante, como amada, como estrela. Como rumo a voltar à vida.

Neste espaço eu choro. Não com lágrimas, mas como ações. Não digo inclusive que não amo o que amo e o que tenho, ele é meu amor e será para sempre, mas digo que além de amar eu amo. Não amo ao amor, mas amo o que ele me traz. Eu amo mais do que deveria, mesmo amando somente a um e meu amor é pluriforme, tanto quanto eu. Ora sou homem, ora besta, ora meio-homem inteiro.

Minha sina é amar quem ama os outros, tem sido assim por muito tempo.

Me permita ser a mulher que você quer amar, o médico que o atrai, o abrigo que o consola, o intelectual, o anjo que lhe pareço, o barítono que toca seu sexo, o vampiro, mas principalmente me deixe ser eu.

Este é apenas o começo de uma nova fase, já que noite passada também sonhei com uma aranha andante de cabeça para baixo.


Em tempo para quem não associou o título ao post, eu a conheci no Hawai.