7.23.2011

Ternura

Taking me over ...

É engraçado deveras quando uma situação muda radical e exponencialmente em apenas um curto intervalo de tempo. Por poucos instantes sonhei com uma vida compartilhada, agora vejo quão inveterado pode ser o meu erro. Tomei de mim mesmo e me engasguei comigo.

Com uma ternura palpável, um doce hálito e uma habilidade ímpar o Demiurgo tentou-me. Forçou-me a admitir meu erro. Nosso erro. Com uma lágrima que ao descer fere a pele, eu me encontro.

Dê-me uma razão para amar você. Dê-me uma razão para querer você.

Eu só quero você.

Meu fascínio armou-me uma cilada. E sabe, não estou tão descontente por ter caído nela.

4 comentários:

Sofia Geboorte disse...

E quem nunca caiu nessas ciladas?

Anônimo disse...

Entendeu porquê tenho me esquivado...?

Jane C. disse...

Porque a vida,afinal,nos apronta dessas.
E quando nos permitimos voar e sentimos,felizes,o vento no rosto,percebemos que o sol nos derreteu as asas.
E então aprendemos no susto a cair sem machucar muito.
E a levantar depois da queda.
E enfim,tentar de novo sentir o vento.

Luiz disse...

O Demiurgo não faz mais que o seu papel. Provavelmente é sábio no querer bem.

Um texto tenro, teu.