Taking me over ...
É engraçado deveras quando uma situação muda radical e exponencialmente em apenas um curto intervalo de tempo. Por poucos instantes sonhei com uma vida compartilhada, agora vejo quão inveterado pode ser o meu erro. Tomei de mim mesmo e me engasguei comigo.
Com uma ternura palpável, um doce hálito e uma habilidade ímpar o Demiurgo tentou-me. Forçou-me a admitir meu erro. Nosso erro. Com uma lágrima que ao descer fere a pele, eu me encontro.
Dê-me uma razão para amar você. Dê-me uma razão para querer você.
Eu só quero você.
Meu fascínio armou-me uma cilada. E sabe, não estou tão descontente por ter caído nela.
4 comentários:
E quem nunca caiu nessas ciladas?
Entendeu porquê tenho me esquivado...?
Porque a vida,afinal,nos apronta dessas.
E quando nos permitimos voar e sentimos,felizes,o vento no rosto,percebemos que o sol nos derreteu as asas.
E então aprendemos no susto a cair sem machucar muito.
E a levantar depois da queda.
E enfim,tentar de novo sentir o vento.
O Demiurgo não faz mais que o seu papel. Provavelmente é sábio no querer bem.
Um texto tenro, teu.
Postar um comentário