9.11.2011

Sometimes, i feel myself in a war.


É como se minh'alma estivesse de certa forma entrelaçada com algo que desconheço, a cada instante, num nó perpendicular à m'insanidade. É poder, sem querer e, quando percebo isso, estou afundando. Me sinto ora como meus pais ora como meu criador. Tomei das duas arbitrariedades minha inconstância.
E sendo ora besta ora homem, fora de hora sou algo que me reconheço apenas em mim.
Temo ser / Temo ter / Temo pensar.

Porquanto seja meu amor incompreendido em si, por ele e pelos outros que vêem abissalmente de fora, serei eu a despertar questões confusas e protuberâncias egoístas de solitude.

Não quero ser ausente e não quero parecer leviano. Um Farol é do que preciso para ter a segurança do lar, poder voltar. Não quero parecer incompreensível aqueles que amo. Não quero estar sempre sozinho quando não deveria estar, é algo meu e não é dependência. Como já dissera, eu deveria ter alguém mas não sei se tenho. Não sei se sou alguém para se ter e lamento tanto por isso. Me sinto difícil de ser amado e evidentemente estou certo no que penso. Lamento por isso também.

Como ele dissera antes '- sou meu pior inimigo, sempre.'.



2 comentários:

Sofia Geboorte disse...

Oh Monsieur, neste trecho da inconstancia do teu querer voce tocou de leve minha ferida.
"Eu sou meu pior inimigo, sempre"
E nada nem ninguem estará lá quando vc e seu iniigo entrarem no fronte de batalha.
Belas palavras!

Anônimo disse...

Tu desconheces o algo a que tua alma está entrelaçada, enquanto eu reconheço o que está entrelaçando a minha. Deveria haver paz por isso: reconhecer a ligação duma alma noutra, embora não se entenda o motivo? Creio que não...
E eu (ou nós, EGOS) reconheci fora de hora. Não sei se por isso temo menos: não mais temo ser, conquanto ter; mas ainda temo pensar, pois, pensando, entrego-me à Imaginação.
Entrementes, não tenho a pretensão de ser/parecer/fazer as vezes de Farol, mas se puder iluminar ao menos num faiscar, numa centelha que seja, pra ajudar, aqui me disponho.

Abraço.