1.14.2012
Johnny
O nome dele é Johnny, não acho que ele saiba o meu.
Fico observando, durante meus pequenos intervalos, o comportamento dele ora doce ora cafajeste. Excitante em cada parte do corpo, mais do que cem dos que já vi antes. E No caso dele, é natural. Fico a par de sua rotina mas não posso influenciar em nada.
Estranho modo este em que nunca nos encontramos ao acaso. Se ele soubesse meu nome, arriscaria dizer que me evita. Ou minha presença, já que ela chega antes de mim algumas milhas. Talvez minha fama, má fama, de autoritário e extremamente sensual. Correm os boatos de que eu sou o homem perfeito, na medida exata entre gentilezas e imposição. Muitas mulheres declararam sua excitação, muitos homens omitiram.
Não falei com ele ainda, perguntamo-nos um pelo outro mas não diretamente. Talvez ele não goste de mim, sendo meu extremo oposto. Talvez eu seja demais ou algo que não agrade. Nunca saberei mesmo.
Enquanto isso eu penso em outras coisas que o tirem de minha cabeça e tão logo, dos meus poros desejosos.
Fim.
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Um comentário:
Perfeito, perfeito, perfeito!
Eis o tipo de coisa que, mais cedo ou mais tarde, eu poderia (re)escrever, de tanto que eu me identifiquei: eis o que acontece comigo. Me senti poderosamente irmanado agora!
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